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Whistleblowing: cotadas cumprem os mínimos

SÉRVULO NA IMPRENSA 29 Dez 2018 in Jornal Expresso

O Jornal Expresso faz uma análise à importância que os “sistemas de comunicação de irregularidades” podem ter nas empresas - Os denunciantes têm sido decisivos a expor as más práticas empresariais, mas continuam controversos e pouco valorizados.

Depois das falências de gigantes como a Enron e a WorldCom e, com mais intensidade, após a crise financeira, generalizaram-se nas empresas os chamados "sistemas de comunicação de irregularidades". Trata-se de "linhas de ética", telefónicas ou escritas, às quais os trabalhadores podem recorrer para denunciar suspeitas relacionadas com a conduta de colegas ou da gestão que possam lesar o interesse da empresa ou o interesse público.

Regra geral, estes sistemas protegem a identidade do denunciante, garantem que a queixa é encaminhada para um órgão independente e, "com conta, peso e medida, podem ser elementos de descoberta de políticas desviantes", admite Paulo Câmara, Managing Partner da SÉRVULO, referindo ainda que "Nos EUA houve uma entronização excessiva do whistleblower", para quem a atribuição de prémios "pode criar uma indústria de denunciantes e gerar uma fratura no governo das sociedades".

É este caminho que falta ainda fazer em Portugal, onde questões históricas e culturais, aliadas a estilos de liderança que não gostam de ser postos em causa e a trabalhadores distanciados da gestão, estão na origem da desvalorização que, no dia a dia, é feita destes mecanismos. Há empresas que não os chegam a divulgar ativamente junto dos funcionários, apesar de formalmente disporem deles, e as denúncias, quando existem, são poucas e na sua maioria de conteúdo desinteressante, confirmou o Expresso junto de funcionários do compliance e de órgãos de fiscalização de empresas

Encontre a notícia na íntegra em Jornal Expresso, aqui.

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